O propósito deste livro é lhe equipar para que você possa aprender a guardar o seu coração e a liderar de dentro para fora, pois não basta ter o governo sobre uma jurisdição externa se na jurisdição interna, do seu coração, não houver um governo legítimo.

Ao observarmos em toda a Escritura, vemos que a cobiça e o desejo desenfreado fez com que Deus perdesse homens e mulheres valorosos para um coração enganoso.

Portanto, seja bem-vindo a essa incursão, uma viagem para dentro de quem você realmente é; ao lugar onde o Espirito do Pai lhe convencerá, despertando a sua consciência sobre o estado do seu coração e a medida do seu caráter!

s origens dos céus e da terra, na ocasião em que foram criados. Quando o SENHOR Deus fez a terra e os céus, ainda não havia nenhuma planta do campo na terra e nenhuma erva do campo havia brotado, pois o SENHOR Deus ainda não havia feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra. Todavia, mananciais subiam da terra e regavam toda a superfície do solo. E o SENHOR Deus formou o homem do pó da terra e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente. Então o SENHOR Deus plantou um jardim, para o lado do oriente, no Éden; e colocou ali o homem que havia formado. (Gênesis 2.4-8)

O que nos permite entender sobre escravidão e governo é o Éden, pois no princípio de todas as coisas Deus fez uma “grande montanha”. Mas você pode estar se perguntando: o que é o governo desta tal “montanha”?

Pensando na mentalidade do Criador de todas as coisas, o mínimo que podemos considerar sobre este jardim é que ele era uma grande e extensa montanha dentro do Cosmos, pois, se imaginarmos que ele seria apenas como o jardim de uma casa, estaremos longe de governar com o Senhor, por Ele e por meio Dele.

A Bíblia diz que quando Deus formou o homem do pó da Terra Ele o colocou dentro deste lugar. Ou seja, a mentalidade do Criador ao criar o Éden era dar ao homem o governo da Terra.

Os céus são os céus do SENHOR, mas a terra, Ele a entregou aos filhos dos homens. (Salmos 115.16)

Precisamos entender que quando estamos num lugar de propósito, cumprindo aquilo para o qual fomos chamados, nos tornamos capacitados legalmente para exercer autoridade nesta jurisdição. Aqueles que não compreendem isso não conseguem bons resultados em qualquer área de suas vidas (família, trabalho, negócios, ministério etc.).

O sacerdócio está diretamente ligado ao serviço que desempenhamos na jurisdição em que estamos, no lugar onde fomos colocados, pois, assim, teremos autoridade legítima.

Existem diversas comunidades (igrejas) que servem nos lugares onde foram estabelecidas nas questões de saúde, educação etc. Isso é visto como tsedaca (obra de justiça). Não está ligada às obras sociais propriamente, mas, sim, aos atos de justiça praticados pelas mesmas ao trazer equilíbrio social às vidas das pessoas.

Por exemplo, o jovem rico (Marcos 10) foi desafiado por Jesus a vender a sua herança, pois isso implicaria na redenção de sua vida e família. No entanto, sua atitude contrária à isso revelou que ele era como seus pais – alguém incompleto, imperfeito, confuso. Jesus lhe ofereceu a oportunidade de uma herança legítima partindo do próprio céu, mas ele recusou.

Nos tempos de Moisés, o resultado da prosperidade das 11 tribos estava ligado à lealdade delas para com a tribo separada para o serviço sacerdotal no tabernáculo (Levi).

A tribo de Levi era separada para os serviços ligados às questões espirituais e tinha, também, o papel de instruir as demais tribos em suas especialidades, tais como, medicina, agricultura, pecuária etc.

A honra ao sacerdócio gera autoridade para conquistar uma jurisdição.

De todo o trabalho exercido pelas 11 tribos, era separada uma porção para honrar a tribo de Levi. E, por um mandamento de Deus, esse princípio de honra alcançou também os órfãos, viúvas e os estrangeiros.

Pense! Suas finanças não estão indo bem? Isto não está relacionado à sua capacidade profissional e, sim, por não cumprir o propósito eterno de Deus por meio do seu exercício sacerdotal.

Agora, portanto, se ouvirdes atentamente a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis minha propriedade exclusiva dentre todos os povos, porque toda a terra é minha; mas vós sereis para mim reino de sacerdotes e nação santa. (Êxodo 19.5,6)

Neste texto, vemos o desígnio de Deus de formar uma nação de reis e sacerdotes para Si. Porém, o que veio primeiro, o reino ou o sacerdócio?

Nos tempos de Moisés, Deus estabeleceu no deserto em primeiro lugar o sacerdócio para o serviço no tabernáculo.  Depois de alguns anos veio a possessão da terra prometida.

Isso nos deixa claro que exercer autoridade sobre um lugar depende, primeiramente, do nosso sacerdócio.

Deus instituiu Adão como o primeiro sacerdote e o seu serviço implicava em cultivar e guardar a criação, ou seja, dar limites à terra.

Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Tu o fizeste um pouco menor que os anjos e o coroaste de glória e honra. Deste-lhe domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés: todas as ovelhas e os bois, assim como os animais selvagens, as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que percorre as veredas dos mares. (Salmos 8.4-8)

Quando estamos no lugar onde nos movemos naquilo que o Pai quer de nós, Ele nos dá autoridade para que este lugar se torne uma fonte para a nossa vida, assim como era o jardim para Adão e Eva.

No Éden já estava tudo pronto, mas, após a queda, eles foram expulsos do jardim para uma terra que estava amaldiçoada, que só gerava abrolhos, cardos e espinhos e, agora, deveriam trabalhar com dores, suor e exaustão para colher os frutos.

Isso é resultado da desobediência – quando não me movo àquilo para o que fui chamado a ser e fazer. E, assim, torno-me escravo do próprio sistema do qual fui levantado para governar.

O sistema a que me refiro é o conjunto de valores que modela os pensamentos da sociedade; é o sistema onde cada indivíduo é levado a viver sob os três pilares que o motivam, que o movem:

Porque tudo o que há no mundo, o desejo da carne, o desejo dos olhos e o orgulho dos bens, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, bem como seus desejos; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. (João 2.16,17)

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