Série Paternidade no mundo moderno

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Acabamos de comemorar o dia dos Pais, mas será que sabemos mesmo o que é ser um pai ?

A palavra Pai, deriva do grego PATER e do hebraico ABBA. Ambas palavras tem o mesmo sentido que é: FONTE, PÁTRIA, lugar de origem.

Temos alguns escritos do Apóstolo Paulo que expressam que a pátria da qual ele era natural, não era nem Roma, nem Israel. Embora fosse filho de Pai e Mãe Judeus e tendo nacionalidade Romana, Paulo deixa muito claro que sua Pátria, ou seja, o seu lugar de origem, a sua fonte não estava localizada neste mundo e sim em Deus.

Algo interessante na bíblia é que todas as vezes que Jesus encontrava jovens e adolescentes, estes estavam mortos ou endemoninhados.  
Existe um episódio em especial que me chama muito a atenção: Certa vez Jesus encontrou um pai que havia pedido para que seus discípulos expulsassem o demônio de seu filho. Mas eles não conseguiram e ao ver Jesus, o Pai do menino endemoninhado pede novamente para que dessa vez Jesus expulse o demônio.

Marcos 9:21-28

Perguntou Jesus ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? Desde a infância, respondeu; e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar; mas, se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê. E imediatamente o pai do menino exclamou [com lágrimas]: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé! Vendo Jesus que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais tornes a ele. E ele, clamando e agitando-o muito, saiu, deixando-o como se estivesse morto, a ponto de muitos dizerem: Morreu. Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou.

Ele disse a Jesus: “TEM MISERICORDIA DO MEU FILHO”, essa frase fez com que Jesus se voltasse ao menino que sofria aquela situação desde criança e expulsasse o demônio dele e no mesmo instante o menino foi curado e liberto.
A submissão do pai do menino à Jesus fez com que o demônio fosse expulso e houvesse cura. A paternidade cura, dá identidade e destino. Se não entendemos sobre exercer paternidade sobre nossos filhos, provavelmente eles crescerão órfãos de Pai vivo, isso quer dizer que, mesmo tendo um Pai vivo ele não terá um modelo, um caminho para seguir e por isso terá dificuldade de alcançar o destino que Deus tem para ele.

Ao ler a bíblia em Gênesis você também irá identificar logo no primeiro capítulo que Deus primeiro criou o homem e no segundo capitulo ele formou o homem. Essas duas palavras falam muito sobre a natureza do Pai, primeiro ele cria e depois ele forma.
Você pode se perguntar, mas qual a diferença dessas duas palavras? Eu posso explicar; criar é dar origem, mas formar é desenvolver uma pessoa para algo.  O papel atribuído aos pais no mundo moderno em grande parte das vezes, é apenas ser os progenitores e não poder formar os nossos filhos. Sendo que, esses dois papéis são fundamentais.


E o que devo formar?
Formar o caráter, visão e identidade, se ele for menino, por exemplo, precisa ser formado como menino, educado como um menino.  Se for menina, esta precisa ser tratada como uma menina e educada como uma menina, lembre-se: estamos falando de formar uma pessoa que veio ao mundo e que não sabe nada sobre si mesmo, por isso, temos que ter esse zelo e não deixarmos de exercer paternidade, gerando, mas também dando forma.


Acredito que Deus é  geracional e quando ele olha para a terra ele não está apenas me vendo, ele está me vendo e vendo os meus filhos, os meus netos e assim por diante.
Isso significa que se eu não for um Pai que gera e forma, dando identidade e imprimindo valores nos meus filhos, eu estarei colocando em risco as minhas gerações seguintes.

Vemos em nossos dias uma geração de pessoas que foram feridas por pais que não sabiam sobre paternidade,  são órfãos de pais vivos.
Quando você olha a vida de uma pessoa que cresceu órfã, você consegue ver que a formação dela é como uma colcha de retalho, porque em cada parte da sua vida substituiu a paternidade por outras coisas, como por exemplo amigos, colegas, pessoas que embora tenham a intenção de ajudar não podem dar destino.

Amigos podem até te escutar, mas só alguém que exerce paternidade tem a autoridade necessária para nos tirar de um lugar que estamos perdidos para nos curar e nos dar fundamentos para a caminhada que temos para cumprir.

Não podemos confundir paternidade com paternalismo. Nos dias de hoje, onde tudo é muito corrido temos sempre que inventar tempo para estar com filhos e com a família.
Se não nos atentarmos podemos cultivar uma vida tão corrida que acabamos perdendo o tempo precioso de estarmos com nossos filhos, e substituímos nossa presença por presentes.

O problema não é dar presentes, mas nos substituir. Fazendo isto, a criança sempre terá o que quer, menos o que ela precisa, que é da presença de um pai. Outro risco em nos substituir é privarmos nossos filhos dos processos e sermos protecionistas demais, formando filhos desobedientes, que nunca vão se submeter a passar por processos para chegar em um lugar e isso é paternalismo e não paternidade.

Alguém que exerce paternidade nunca vai eximir os filhos dos processos, porque sabe que o processo traz crescimento, força, faz pensar e desenvolver uma boa consciência.
Nossos filhos são uma herança, quer dizer que temos que zelar por aquilo que foi confiado a nós.
Zele pela sua casa, por seus filhos, eles foram confiados a você e por isso os ame, confronte, esteja perto, console e ria, seja um pai melhor e deixe um legado na geração dos seus filhos e netos.  

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