Do Governo à escravidão

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Se você não consegue se governar por dentro, será sempre escravo das coisas que estão fora. Se você entender o jardim do Éden, o lugar onde Deus perdeu o coração do homem para o seu próprio desejo, ficará claro o eu estou dizendo.

Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. (Provérbios 4.23)

A palavra sacerdote no hebraico significa kohen (ministro que governa). Então, costumo dizer que quando você está alinhado com o Pai, Ele vai lhe dar autoridade para você ministrar diante Dele e, com isso, terá autoridade para governar diante dos homens.

Somos revestidos de autoridade quando servimos na jurisdição em que estamos. Então, o grande segredo não está no que você faz e, sim, no que você é!

Deus não mede os homens pelas suas capacidades, mas pelo nível de seus corações. Quando você entender isso não lhe faltarão fontes espirituais e não se tornará escravo das coisas que anseiam por habitar em seu coração e absorver e esgotar sua vida interior.

Deus deu uma ordem a Adão no Éden: “Cultive, guarde este lugar para mim”. Algo que me impacta é que Deus não costuma fazer-nos escravos de um ambiente para nos limitar. Na verdade, Ele trabalha sempre além do que podemos imaginar e diz:

“EU LHE FAÇO LIVRE, MAS PARA LHE TORNAR RESPONSÁVEL”

Vivemos em um tempo onde precisamos ser responsáveis e competentes. A responsabilidade está ligada ao meu comprometimento, àquilo que eu tenho de me tornar; a competência está ligado aquilo que eu gero e desenvolvo, ou seja, os frutos que permanecem.

Deus disse ao homem: “Você pode fazer tudo, tudo aqui é seu, está livre para você. A única coisa que não pode fazer é comer de uma única árvore”. Deus não descia todos os dias para Se certificar de que Adão não tinha comido da árvore proibida pois Ele não trabalha desta forma. Na verdade, Deus trabalha com princípios.

Preste Atenção! Quando é preciso governo, liderança e influência não tente agir por domínio ou manipulação, mas construa valores dentro das pessoas. Quando você conseguir estabelecer valores dentro de alguém, essa pessoa nunca mais vai conseguir ficar fora do propósito que o Pai estabeleceu para ela.

Deus lhe torna livre, mas, ao mesmo tempo, lhe faz responsável. Assim era a vida de Adão no Éden: dentro da sua liberdade existia a responsabilidade de guardar e cultivar toda a criação.

Porém, infelizmente, diante de toda essa responsabilidade, Adão acabou se convencendo de que ele poderia ser mais do que era, ter mais do que tinha, saber mais do que conhecia.

Você começa a perder sua liberdade e autoridade quando a sua alma começa a lhe dizer que pode ter mais do que já tem e ser mais do que já é.

A ingratidão se evidencia quando a nossa alma grita por se sentir injustiçada, quando não nos contentamos com o que somos ou com o que temos. Isso nos leva a um território de esterilidade e morte, pois a vida que temos corresponde à medida do nosso coração, pois, como está escrito, do coração depende toda a vida.

Ao olharmos para a vida de Adão entendemos que ele já tinha tudo! Ele não precisava de mais nada, mas foi convencido em sua alma que precisava ter mais do que tinha. Quando ele deixou esse desejo entrar e o expressou à sua esposa, ele começou a perder tudo o que Deus lhe tinha dado.

Quando a alma fala mais alto do que o espírito, o governo do coração é entregue aos desejos, e não ao Espírito Santo. É dessa forma que o mundo se move.

Como vimos no capítulo anterior, o mundo se move por três bases: concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida (1 João 2.16). Foi isso que fez com que Deus perdesse Adão e Eva dentro do jardim, do seu ambiente, pois Satanás conseguiu convencê-los de um desejo de ter mais do que já tinham, sendo que, na verdade, eles já tinham tudo.

Os casamentos, por exemplo, se quebram quando entra a insatisfação. Às vezes você está no seu melhor lugar, mas está insatisfeito. Por que?

Quando as reclamações e exigências baseadas em interesses pessoais começam a ser o centro da relação isso sinaliza falta de cumplicidade e unidade. A falta do princípio de “abrir mão” para se manter juntos mina a essência da relação; um sempre exigirá mais do outro para corresponder às suas próprias expectativas e vaidades. Isso é narcisismo! Casamento é unidade e não possessão!

Definindo em poucas palavras, narcisismo é quando uma pessoa tem uma incontrolável admiração por si mesma:

Sabe, porém, que nos últimos dias haverá tempos difíceis; pois os homens amarão a si mesmos, serão gananciosos, arrogantes, presunçosos, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, incapazes de perdoar, caluniadores, descontrolados, cruéis, inimigos do bem, traidores, inconsequentes, orgulhosos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, com aparência de religiosidade, mas rejeitando-lhe o poder. Afasta-te também desses. Porque entre eles estão os que se intrometem pelas casas e conquistam mulheres tolas carregadas de pecados, dominadas por várias paixões; que estão sempre aprendendo, mas nunca podem chegar ao pleno conhecimento da verdade (2 Timóteo 3.1-7)

Em relação às coisas que possuímos, todos os veículos de comunicação ficam nos bombardeando dizendo que o que já temos não serve mais, que precisamos de algo maior ou melhor. Isso gera em nós uma intensa insatisfação, sempre desejando ter algo além do que já temos.

Já foi comprovado que a insatisfação é uma ‘ausência espiritual que nos completa’; é resultado de uma desordem espiritual, uma voz interior que diz ao Criador que Ele “errou em sua criação”.

PRESERVE O SEU CORAÇÃO, CUIDE DO QUE DEUS LHE DEU PARA CUIDAR.

Se você governar sobre o que Pai já lhe deu por natureza, isso vai crescer e se multiplicar em sua vida.

E Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que rastejam sobre a terra. (Gênesis 1.27,28)

Eu acredito, quando se fala sobre o coração, que esse deve ser intenso, porque essa é a base do Reino de Deus. Vemos, no sermão da montanha, Jesus ensinando, por meio de um novo coração, uma nova interpretação da Lei (Torah). O que ele estava fazendo era expor ao coração do homem o segredo escondido de liderar de dentro para fora.

Os homens medem uns aos outros pela capacidade que carregam de fazer coisas extraordinárias.

DEUS NÃO MEDE OS HOMENS PELA SUA CAPACIDADE, MAS DEUS MEDE OS HOMENS PELO SEU CORAÇÃO.

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